16 de julho de 2007

Anjo Lusitano


Anjo Lusitano

Quem me dera o meu desejo fosse atendido!
Meu coração está como uma torrente de água fresca que seca no calor
Por que não morri antes de saber que meu anjo tinha asas comprometidas?
Estou sem descanso,
sem sossego,
sem repouso.
Não quero que teus dias sejam velozes,
concede-me mais da tua presença!
Sem ela fico como folha arrebatada pelo vento.
Quem me dera se minha indignação favorecesse tuas asas!
Minha alma se abate dentro de mim,
Estou saciada de amargura,
meus caminhos em pedaços.
Por causa das tuas asas, anjo meu,
as lágrimas consomem meus olhos.


1 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Cristiane, poetisa, muito bom conhecer o teu espaço. Sensível é saber colocar os sentimentos em palavras, preto no branco... como é difícil... Mas não para ti... a sensibilidade sempre esteve às tuas voltas, ondas, flashes... Beijos, Claudia Cruz

12 de agosto de 2007 às 16:25  

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